A medicina holística tem vindo a despertar um crescente interesse numa certa franja da população que procura tratamentos dentários. Nos últimos anos encontro uma maior relutância em alguns dos meus pacientes em relação aos materiais utilizados em tratamentos com implantes e no que à sua toxicidade diz respeito. Ou seja, colocar algo sintético no corpo tem levantado cada vez mais questões sobre a composição dos implantes dentários, o que é absolutamente legítimo quando se trata de querer o melhor para a sua saúde, para o seu corpo e para o resultado do seu tratamento.

Já ouviu falar em implantes brancos?

Estamos a falar dos implantes de zircónia, relativamente recentes no campo da medicina dentária. O metal zircónio quando tratado, transforma-se numa cerâmica (isenta de metais), com semelhanças ao diamante, tecnicamente chamada de zircónia. Este implante de cerâmica apresenta uma cor branca, próxima ao tom natural do dente, muito adequado em casos esteticamente mais desafiantes, como a substituição de dentes ausentes na zona anterior do sorriso (zona exposta quando sorrimos), deixando notar menos alteraçoes na cor da gengiva, quando comparado aos implantes de titânio. 

Além das características estéticas, estudos comprovam que estes implantes cerâmicos estão sujeitos a uma menor acumulação de placa bacteriana e, tal como o titânio,  não tem efeitos tóxicos nos tecidos, o que significa que o osso pode crescer e fixar-se em redor do implante de uma forma saudável, sendo bem tolerado pela gengiva.

O titânio é utilizado na indústria médica há décadas. Um metal forte, leve, não tóxico e resistente à corrosão, que ocupa até hoje um papel fundamental nos tratamentos de implantes dentários, com uma taxa de sucesso a longo prazo de cerca de 95%.  Ambos, titânio e zircónia, são materiais biocompatíveis, osteointegrantes e com altas taxas de aceitação do corpo. 

Com os avanços na medicina biológica levantam-se algumas questões relativamente à colocação de implantes metálicos no corpo. A zircónia aparece como a alternativa indicada, precisamente por ser isenta de metal. Esta cerâmica permite que estes implantes tenham excelentes propriedades biomecânicas e de alta resistência à fractura. 

Os implantes de titânio, em casos de perda óssea e recessão da gengiva, podem deixar notar alterações de cor acinzentada nos tecidos que envolvem o implante e na gengiva, bem como revelar parte da sua cor metálica. 

De facto é na estética que a zircónica mais se distingue. O uso de implantes brancos evita este tipo de complicação, indo de encontro às expectativas dos pacientes que procuram materiais não metálicos, com resultados estéticos altamente satisfatórios.

Por fim, resta reconhecer o esforço que o mercado tem feito para dar respostas cada vez mais naturais e de acordo com o que é desejado pelos pacientes. Eles são, afinal, aqueles que vão poder voltar a sorrir com toda a confiança do mundo.

Artigo originalmente publicado na Revista Cristina.

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