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Odontopediatria

O que é a Odontopediatria?

Pensada com o objetivo de tratar a Saúde Oral de bebés, crianças, adolescentes e pacientes com necessidades especiais, a Odontopediatria é uma área da Medicina Dentária, reconhecida pela Ordem dos Médicos Dentistas, que adapta a abordagem clínica aos seus pacientes.

Tem como missão prestar cuidados de prevenção e terapêuticos, estimulando o desenvolvimento de crianças com sorrisos bonitos e saudáveis. E, apesar de ser direcionada para um tipo de paciente muito particular, partilha uma base comum com todas as outras especialidades dentárias, mas que são modificadas e adaptadas aos requisitos exclusivos do paciente pediátrico, que também se alteram ao longo das suas diferentes etapas de desenvolvimento.

Por ser uma especialidade que trabalha num intervalo de idades específico, a Odontopediatria engloba diferentes áreas, como:

  • Controlo de comportamento;
  • Supervisão do crescimento e desenvolvimento orofacial;
  • Prevenção de cárie;
  • Entre outras.

 

Quando fazer a primeira visita?

Os primeiros dentes de leite podem surgir a partir dos 4 meses de idade. Porém, há um intervalo temporal no qual se espera que se dê a erupção dos primeiros dentes. Ou seja, o seu aparecimento pode ser antes ou depois dos 4 meses, variando de bebé para bebé.

Assim, a primeira consulta de Odontopediatria deve ocorrer após a erupção do primeiro dente de leite ou até ao primeiro ano de vida. Aí, estabelece-se uma relação entre o Odontopediatra, a criança e o seu responsável, o que deve acontecer até aos 12 meses de idade. Desta forma, assume-se a base da educação para a prevenção em Saúde Oral, que permitirá fornecer cuidados mais eficazes e menos pesados.

A relação da criança com o Odontopediatra é criada com foco no meio familiar em que a criança se insere. Assim, na primeira consulta é realizada uma entrevista pormenorizada que permitirá conhecer a criança, o seu ambiente familiar e a sua história médica e dentária. Serão, ainda, colocadas outras questões que visam auxiliar no diagnóstico e desenhar o programa preventivo adequado à criança.

A primeira consulta de Odontopediatria também compreende a avaliação clínica. Para tal, o paciente pediátrico é avaliado no seu todo:

  • Observa-se se o desenvolvimento e crescimento geral é o adequado para a idade;
  • Examina-se o desenvolvimento e crescimento de estruturas dentárias;
  • Realiza-se o exame clínico oral.

De modo a obter um diagnóstico correto e completo, pode ser necessário recorrer a exames complementares, como radiografias. Chegando a um diagnóstico completo, pode ser necessário encaminhar a criança para outros profissionais de saúde, para ser delineado um plano de tratamento adequado, de modo a promover ou restabelecer a Saúde Oral.

Depois da primeira consulta, define-se a periodicidade das seguintes, consoante:

  • Estado de Saúde Oral da criança;
  • Necessidade de realização de tratamentos dentários;
  • Risco de cárie dentária;
  • Outros fatores.

 

Como fazer a higiene oral da criança?

Os cuidados com a Saúde Oral da criança são recomendados na primeira consulta e avaliados e corrigidos nas consultas seguintes, e incluem:

  • Orientações sobre a técnica de escovagem e utilização do fio dentário;
  • Recomendações sobre a pasta dentífrica apropriada;
  • Definição de estratégias preventivas, de acordo com avaliação do risco de cárie dentária;
  • Recomendações sobre as melhores práticas de alimentação, de modo a assegurar a Saúde Oral;
  • Aconselhamento sobre prevenção e resolução de traumas da região orofacial;
  • Recomendações sobre os hábitos de sucção não nutritivos;
  • Instruções que permitam o desenvolvimento e crescimento corretos de todas as estruturas orais, como maxilares e peças dentárias;
  • Em caso de necessidade, encaminhamento para outras especialidades ou valências, após avaliação do desenvolvimento e crescimento geral e de componentes específicas, como coordenação motora, fala e linguagem, respiração, entre outras.

 

A criança tem medo! E agora?

O medo é algo que nem sempre se consegue controlar. E se os adultos têm mais consciência e facilidade em conter as suas reações (mas nem sempre!), as crianças podem ter mais dificuldade neste campo. Mas não as subestimemos! Com as técnicas de controlo de comportamento adequadas, um choro ou uma birra por receio de vir ao dentista podem ser facilmente dissipados.

Na Clínica Hugo Madeira, usamos técnicas simples, como o “mostrar-explicar-fazer”, em que mostramos todos os utensílios que usaremos no tratamento, explicamos como o vamos fazer para, por fim, podermos executar os procedimentos necessários. Também temos o nosso espaço de consulta adaptado para os mais pequenos, para que os nossos “minipacientes” se sintam mais aconchegados.

Porém, tal como os adultos, as crianças não são todas iguais. Por isso, em casos mais complexos, é possível administrar-se uma sedação consciente ou até uma anestesia geral.

 

Sedação consciente

Na Clínica Hugo Madeira, é possível realizar tratamentos dentários sob sedação consciente com protóxido de azoto.

O protóxido de azoto é um gás incolor, com um cheiro suave e doce. É um agente analgésico (ansiolítico), com baixo potencial de adição, que causa uma ligeira euforia e consequente desinibição psicomotora. É absorvido rapidamente, permitindo um início e recuperação rápidos (2 a 3 minutos), sendo bastante seguro. A sua ação faz com que o paciente entre num estado medicamente controlado de diminuição da consciência, que permite manter os reflexos de proteção, as vias aéreas independentes e uma resposta apropriada do paciente a estímulos físicos ou comandos verbais.

Com o recurso à sedação consciente, consegue-se:

  • Reduzir ou eliminar a ansiedade;
  • Reduzir movimentos indesejados por parte da criança ou reações de aversão ao tratamento dentário;
  • Melhorar a comunicação e cooperação do paciente pediátrico;
  • Aumentar o limiar de reação à dor;
  • Aumentar a tolerância a consultas mais longas;
  • Auxilia no tratamento de pacientes com capacidades mentais ou físicas reduzidas.

 

Os tratamentos Odontopediátricos

A Odontopediatria engloba todas as especialidades dentárias, mas a realização dos tratamentos é adequada ao universo infantil. Assim, depois de se definir o plano de tratamento, podem ser necessários procedimentos nas diversas valências da Medicina Dentária.

Os tratamentos em Odontopediatria passam por:

  • Consultas de controlo e realização de higiene oral;
  • Aplicação de selantes de fissura;
  • Tratamento de lesões de cárie;
  • Tratamento endodôntico, como pulpotomia ou pulpectomia;
  • Extrações dentárias ou outros tipos de Cirurgia Oral, como frenectomias;
  • Procedimentos envolvendo prótese fixa, como a colocação de coroas pré-formadas;
  • Ortopedia Funcional dos Maxilares.

 

Ortopedia Funcional dos Maxilares

A Ortopedia Funcional dos Maxilares é a área que realiza o diagnóstico, prevenção, controlo e tratamento dos problemas de crescimento e desenvolvimento que afetam as arcadas dentárias e as suas bases ósseas.

O seu objetivo é remover interferências que afetem o crescimento e desenvolvimento fisiológico das estruturas orais. E a sua atuação sobre o sistema neuromuscular permite alterar o desenvolvimento ósseo dos maxilares que, consequentemente, pode levar os dentes a ocupar posições funcionais e estéticas mais corretas. Isto criará reflexos posturais novos, uma dinâmica mandibular harmoniosa e uma melhor eficiência mastigatória.

A terapêutica em Ortopedia Funcional dos Maxilares pode recorrer ao uso de aparelhos específicos ou utilizar outro tipo de recursos.

 

Da primeira infância à adolescência

A Academia Americana de Odontopediatria aconselha que os Odontopediatras sigam as recomendações abaixo.

6 aos 12 meses de idade

  1. Realizar o exame clínico oral completo, recorrendo, se necessário, a exames auxiliares de diagnóstico (como radiografias), para avaliar o crescimento e desenvolvimento oral, existência de patologia e/ou lesões e/ou traumatismos;
  2. Apresentar diagnóstico;
  3. Avaliar o risco para a cárie dentária;
  4. Fornecer instruções sobre cuidados de saúde oral aos pais/responsáveis, incluindo as implicações da sua própria saúde oral;
  5. Realizar a remoção supragengival e infragengival de placa bacteriana, pigmentação e tártaro, se indicado;
  6. Determinar a exposição da criança a fluoretos, nomeadamente a sua presença e quantidade na pasta dentífrica e recomendar a quantidade apropriada;
  7. Verificar se as práticas de alimentação, como amamentação e uso de biberão, são adequadas e fornecer recomendações, se indicado;
  8. Recomendar as melhores práticas de alimentação relacionadas com a saúde oral;
  9. Aconselhar sobre prevenção de lesões orofaciais;
  10. Fornecer recomendações sobre hábitos orais não nutritivos (como uso de chupeta);
  11. Realizar o tratamento necessário ou proceder ao seu encaminhamento para quaisquer patologias ou lesões orais;
  12. Fornecer informações sobre o que é expectável no desenvolvimento da criança, de modo a guiar os pais/responsáveis;
  13. Determinar o intervalo para reavaliação periódica.

12 aos 24 meses de idade

  1. Repetir todos os procedimentos descritos para a faixa etária dos 6 aos 12 meses de idade, a cada 6 meses ou como indicado de acordo com as necessidades individuais da criança ou susceptibilidade para a cárie dentária;
  2. Verificar a existência de práticas de alimentação adequadas (incluindo o uso de biberão ou copo) e fornecer recomendações apropriadas;
  3. Rever a exposição de fluoretos e adequar a quantidade à criança;
  4. Realizar aplicações tópicas de flúor no paciente ou de acordo com as necessidades individuais da criança ou risco/susceptibilidade à cárie.

2 aos 6 anos de idade

  1. Repetir todos os procedimentos descritos para a faixa etária dos 12 aos 24 meses de idade, a cada 6 meses ou como indicado de acordo com as necessidades individuais da criança ou suscetibilidade para a cárie dentária, incluindo estado de saúde periodontal (estado de saúde de gengiva e estruturas de suporte);
  2. Facultar instruções sobre os cuidados de higiene oral, adequadas à idade;
  3. Avaliar a dieta alimentar e o índice de massa corporal para identificar se existe uma maior suscetibilidade à cárie dentária ou risco de obesidade; oferecer recomendações ou encaminhar para profissional de saúde indicado, se necessário;
  4. Realizar a consulta de higiene oral a cada seis meses ou de acordo com as necessidades individuais do paciente;
  5. Aplicar selantes de fissuras nos dentes com maior suscetibilidade à cárie dentária, se se justificar;
  6. Aconselhar sobre prevenção de trauma orofacial e recomendar protetores bucais, se indicado;
  7. Avaliar o desenvolvimento da dentição e oclusão (modo como os dentes encaixam) e realizar avaliação e tratamento ou encaminhar para profissional de saúde indicado, de acordo com as necessidades individuais do paciente;
  8. Realizar o tratamento necessário e/ou encaminhar para resolução de patologias, hábitos ou lesões orais;
  9. Avaliar o desenvolvimento da fala e linguagem e referir para profissional de saúde apropriado, se indicado.

6 aos 12 anos de idade

  1. Repetir todos os procedimentos descritos para a faixa etária dos 2 aos 6 anos de idade, a cada 6 meses ou como indicado de acordo com as necessidades individuais da criança ou suscetibilidade para a cárie dentária;
  2. Realizar avaliação de risco periodontal que pode incluir radiografias e sondagem periodontal;
  3. Fornecer recomendações sobre o uso indevido de substâncias nocivas e encaminhar para profissionais de saúde comportamental ou de cuidados primários, se indicado;
  4. Facultar informação e aconselhamento sobre Vírus do Papiloma Humano (HPV), piercings intraorais e periorais.

A partir dos 12 anos de idade

  1. Repetir todos os procedimentos descritos para a faixa etária dos 6 aos 12 anos de idade, a cada 6 meses ou como indicado de acordo com as necessidades individuais da criança ou suscetibilidade para a cárie dentária;
  2. No período de adolescência tardia, avaliar a presença, posição e desenvolvimento dos terceiros molares. Considerar a sua remoção quando há uma probabilidade alta de desenvolver patologia ou os riscos associados à remoção precoce são menores do que os riscos de remoção posterior;
  3. Encaminhar o paciente para um médico dentista generalista, quando paciente, pais ou responsáveis e odontopediatra considerem indicado.

A boca da criança de hoje será a boca do adulto de amanhã!

A prevenção é essencial para promover a Saúde Oral. Assim como munir pais, responsáveis e crianças de ferramentas para que possam, eles próprios, adotar hábitos favoráveis. E a consulta de Odontopediatria ajuda, precisamente, a fazer com que isto seja possível.

Se é responsável por uma criança, lembre-se sempre de que tratar da sua Saúde Oral hoje fará com que esta tenha uma melhor Saúde Oral no futuro!

Referências

  • American Academy of Pediatric Dentistry. Overview. The Reference Manual of Pediatric Dentistry. Chicago, Ill.: American Academy of Pediatric Dentistry; 2022-2023.
  • Circular normativa da Direcção-Geral da Saúde nº1/DSE 20015
  • Simões, WA. Princípios Fundamentais da Ortopedia Funcional dos Maxilares e suas Características Básicas. In: Simões, WA. Ortopedia Funcional dos Maxilares. São Paulo: Artes Médicas. 2003: 55-90.
  • Zou, J., Du, Q., Ge, L. et al. Expert consensus on early childhood caries management. Int J Oral Sci. 2022; 35: 1-14.
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  • Gregório MJ, Lima R, Sousa SM, Marinho R. Guia para Lanches Saudáveis. Direcção Geral da Saúde. 2021