Em medicina dentária, por já existir um contacto próximo de fluidos orgânicos e sangue potencialmente infecciosos, existem protocolos definidos e regularizados que são elaborados e amplamente usados no contexto de outros agentes biológicos relevantes como o VIH, tuberculose ou vírus das hepatites.

Estes são de facto extremamente eficazes na prevenção da infeção cruzada, que é a transmissão e agentes infecciosos de pessoas para pessoa ou através de objetos inanimados, em ambiente clínico.

Estudos atribuem valores de risco médio de infeção de 3 a 10% ao vírus de hepatite B e de 10% ao vírus de hepatite C, o que se traduz numa exposição elevada a riscos biológicos e daí a necessidade consequente de utilização de métodos rigorosos de assepsia e desinfeção.

Os protocolos mencionados, gerais e específicos, incluem normas de higiene pessoal como a assepsia e lavagem rigorosa das mãos, utilização de barreiras de proteção, como máscaras, fardas, viseiras/óculos, touca e luvas, na rotina profissional. Ou seja, tendo em conta que já existiam medidas de higiene e segurança implementadas nas clínicas de medicina dentária, não existem ao momento clusters de infecciosidade conhecidos em medicina dentária no mundo, relativamente ao Covid-19.

Antigamente, nas décadas de 1970 e início de 1980, existia uma incidência significativamente maior de determinadas doenças infecciosas entre os profissionais de medicina dentária do que na restante população devido às sucessivas exposições aos microrganismos presentes na saliva e no sangue e à falta de equipamentos de proteção e de protocolos desinfeção.

Se tomarmos como exemplo a cidade de Wuhan, onde a Covid-19 se manifestou mais cedo, constatou-se que a taxa de infeção entre profissionais de saúde oral foi mínima e sem relevância num contexto geral, devido à existência destes protocolos preconizados.

As medidas recomendadas pela Direção Geral de Saúde e por indicação da Ordem dos Médicos Dentistas em relação ao encerramento temporário das clínicas dentárias são apenas medidas excepcionais, considerando que o gabinete de medicina dentária é um local extremamente seguro devido a todas as normas e protocolos até então implementados de forma rigorosa.

De realçar que estas novas medidas são executadas porque lidamos neste momento com um novo vírus sobre o qual ainda muito há a descobrir e com uma avalanche de informação que, muitas vezes, chega descontextualizada e com fontes não fidedignas.

Desta forma, para qualquer tipo de patologia, desde HIV ao Covid-19, a seleção dos equipamentos de proteção deverá ser adequada ao risco de exposição ao qual o profissional de saúde se encontra.

Tendo em conta que o SARS-CoV 2 poderá permanecer no ar e em algumas superfícies durante um período de tempo variável, é imperativa a utilização de equipamentos que visam minimizar a sua transmissão entre pacientes e profissionais e permitam a execução dos demais procedimentos dentários em segurança, como até agora tem sido feito.

Na Clínica Hugo Madeira, além da lavagem e assepsia das mãos, é adaptada a máscara FFP2 ou FFP3 e colocada a bata impermeável descartável. Adicionalmente, o gorro/touca cirúrgico/a, os óculos e a viseira de proteção e as luvas são colocados. Como alternativa, podem ser utilizados fatos de tecido respirável completos com gorro.

Mais informações em: covid19md.pt

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