O que são EPIs e para que servem?

Numa clínica de medicina dentária, existem determinados procedimentos que apresentam uma maior incidência de propagação de aerossóis e, por isso, e devido à proximidade no exercício clínico com fluidos orgânicos e sangue potencialmente infeciosos, a adaptação das medidas de higiene e segurança são fulcrais na ocorrência das consultas de medicina dentária de forma a impedir a propagação de qualquer patologia.

Para isso, estão definidos protocolos clínicos extremamente eficazes na prevenção da infeção cruzada, usados no contexto de outros agentes biológicos relevantes como o VIH, tuberculose ou vírus das hepatites.

Desta forma, para qualquer tipo de patologia, desde HIV ao Covid-19, a seleção dos equipamentos de proteção deverá ser adequada ao risco de exposição ao qual o profissional de saúde se encontra.

Os EPIs, isto é, os equipamentos de proteção individual, visam minimizar a transmissão dos agentes infecciosos, tais como os coronavírus, entre profissionais e pacientes.

A escolha destes equipamentos baseia-se na função exercida e no risco de exposição inerente. No entanto, outros fatores devem ser considerados, tais como: a adaptação, a comodidade de utilização, o método de descontaminação e de eliminação.

De realçar que em Medicina Dentária, existe a necessidade de aliar a segurança à comodidade do equipamento ao realizar qualquer tipo de procedimento, visto que, o comprometimento da mobilidade pode impedir a eficácia dos tratamentos e afetar negativamente o fluxo de trabalho no momento de decisão cirúrgica, influenciando o foco e concentração médico.

Desta forma, de acordo com todas as medidas recomendadas para outro tipo de patologias e tendo em conta baixa taxa de proliferação viral na área de medicina dentária, os EPIs necessários e fundamentais na realização de cuidados não invasivos, ou seja, que não gerem a produção de aerossóis e gotículas mais pequenas, incluem as batas cirúrgicas, máscara cirúrgica, proteção ocular e luvas descartáveis (ver Imagem 1). Além disso, e em qualquer procedimento, deve ser sempre realizada a assepsia e lavagem das mãos.

O que são EPI's e para que servem

Imagem 1- Equipamento de proteção individual para cuidados não invasivos (Fonte: Ordem dos Médicos Dentistas)

Por outro lado, num nível de exposição mais elevado, com geração de aerossóis e gotículas de dimensões reduzidas, é recomendada a utilização adicional de gorro cirúrgico, respirador FFP2 ou FFP3, além da utilização referida acima de proteção ocular, luvas e batas (ver Imagem 2).

Poderá optar-se pela utilização do fato completo ou, em alternativa, da bata impermeável descartável e gorro com proteção do pescoço garantindo a selagem de possíveis áreas de contaminação. O fato completo não é necessário caso exista proteção através dos equipamentos referidos.

A sua colocação e remoção cuidadosas de forma sequencial são passos essenciais para garantir a sua eficácia e evitar que se convertam num foco de contaminação cruzado.

O que são EPI's e para que servem

Imagem 2- Equipamento de proteção individual para cuidados invasivos (Fonte: Ordem dos Médicos Dentistas)

O médico dentista e os prestadores de serviços de saúde oral devem responsabilizar-se pela utilização de todo o equipamento necessário e fundamental na execução dos demais procedimentos clínicos, tendo em conta a importância da sua mobilidade e capacidade de destreza no efetivar do exercício profissional, aglutinando desta forma a responsabilidade de saúde e higiene e a responsabilidade e o rigor profissionais.

Devo usar máscara?

De forma geral, existem três tipos de máscaras: a máscara comunitária/social, a cirúrgica e o respirador/autofiltrante.

A máscara comunitária é descartável e destina-se à população em geral.

A utilização de máscaras cirúrgicas está essencialmente destinada à proteção de terceiros, em contexto social e de prevenção epidemiológica, visto que previne a transmissão das pessoas que a utilizam para as restantes.

As máscaras autofiltrantes ou respiradores são dispositivos médicos destinados à proteção bidirecional e estão indicadas para uso pelos profissionais de saúde, de forma a garantir uma maior proteção em ambientes de maior carga infeciosa. Podendo ser classificados, de acordo com o seu padrão de eficiência de filtragem e fuga para o interior da máscara, em FFP1, FFP2 e FFP3, aumentando o seu grau de eficiência subsequentemente.

Sou paciente, o que fazer em gabinete antes da consulta?

Antes de dar início à consulta, o paciente deve bochechar com solução de peróxido de hidrogénio 1-1,5% ou de iodopovidona a 0,2%, durante 30 a 60 segundos.

Sempre que possível, os procedimentos deverão ser realizados recorrendo à utilização de dique de borracha que é o material que permite a redução de produção de aerossóis e gotículas.

É fundamental referir que pacientes com problemas respiratórios agudos devem ser tratados apenas em caso de extrema urgência.

Na Clínica Hugo Madeira, além da lavagem e assepsia das mãos, é adaptada a máscara FFP2 ou FFP3 e colocada a bata impermeável descartável. Adicionalmente, o gorro/touca cirúrgico/a, os óculos e a viseira de proteção e as luvas são colocados. Como alternativa, podem ser utilizados fatos de tecido respirável completos com gorro.

Mais informações em: covid19md.pt

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