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Artigo de Blog

Escovas e pastas dos dentes: quais escolher?

Set, 2024

O mercado está inundado de escovas e pastas dos dentes diferentes, o que levanta uma questão pertinente: quais devemos escolher?

Entre escovas elétricas e manuais — que podem ser suaves, médias ou duras — as opções são infindáveis!

No que diz respeito às pastas dos dentes, há as branqueadoras, com flúor, as que diminuem a sensibilidade dentária, as que tratam as doenças periodontais e, claro, as infantis!

 

A escolha das escovas e pastas dos dentes

Então, sobre que produtos deverá incidir a sua escolha, tendo em conta o vasto leque de opções? Para ajudar na decisão, vamos explicar os benefícios de cada tipo de escova e pasta dos dentes, assim como em que momentos deve optar por cada uma.

 

A escova dos dentes

A escova dos dentes deve ser trocada a cada 3 meses, ou sempre que esteja demasiado gasta. Pelas diferenças na dentição, a força aplicada e a forma como se escovam os dentes, cada pessoa pode ficar com a escova mais desgastada mais ou menos depressa, pelo que pode acabar por ser necessário trocá-la antes que esta complete os 3 meses.

A escovagem pode ser igualmente eficiente com uma escova manual ou elétrica. Portanto, a escolha deve ser feita em função da destreza e da preferência de cada pessoa.

No caso da escova elétrica, há características a considerar, como:

  • Modos de escovagem — alguns modelos têm modos específicos, como os indicados para dentes sensíveis, para proteger as gengivas, entre outros;
  • Temporizadores — se tiver uma escova elétrica com esta opção, não precisa de se preocupar. A escova irá parar quando o tiver cumprido o tempo indicado para a escovagem. Caso tenha uma escova sem esta funcionalidade, pode usar o truque de escovar os dentes enquanto ouve uma música completa;
  • Utilização prática — há pessoas que não têm tanta destreza manual. Nesses casos, esta poderá ser a melhor solução;
  • Movimentos — graças ao sistema de oscilação e rotação, é possível remover a placa bacteriana com facilidade;
  • Sensores de pressão — algumas destas escovas dos dentes têm um sensor que avisa quando se está a fazer força a mais sobre as gengivas;
  • Lembretes — determinados modelos dão um alerta quando está na altura de substituir a cabeça da escova.

A escova elétrica tem vantagens que facilitam a sua utilização. Mas, na verdade, não faz nada que, se estivermos atentos, não possamos fazer com a manual. Por isso, a escolha entre uma e outra opção é menos importante do que a escolha em função das características que apresente.

Assim, para escolher uma escova dos dentes manual, há outras particularidades a ter em consideração, como as cerdas:

  • Suaves — as cerdas mais macias são mais gentis para as gengivas, especialmente quando fazemos algum tratamento que deixe a boca mais sensível. Por outro lado, podem não remover a placa bacteriana de forma tão eficaz;
  • Médias — são as mais consensuais, porque não são muito agressivas para as gengivas e, ao mesmo tempo, são suficientemente firmes para uma boa limpeza dos dentes;
  • Duras — estas são as mais indicadas para quem tem implantes dentários e prótese fixa, para garantir uma remoção eficiente da placa bacteriana.

Quanto ao cabo das escovas dos dentes, muitos são retos. Muitas escovas são ergonómicas, adaptando-se melhor ou pior à mão de cada pessoa. Opte pelas que sejam mais confortáveis para si. Um cabo flexível ajuda a que não exerça tanta força ao escovar os dentes e isso é benéfico para as gengivas, evitando a sua retração.

O tamanho da cabeça da escovas dos dentes também é importante. Estamos habituados a que as escovas infantis sejam mais pequenas, tanto nos cabos como nas cabeças. Mas também os adultos devem optar por escovas com cabeças que tenham tamanhos adaptados às suas bocas. Muitos médicos dentistas defendem que uma escova mais pequena permite chegar a mais áreas da boca, resultando numa limpeza mais eficaz.

Existem ainda escovas dos dentes para bebés, que fazem lembrar dedais, mas com cerdas, e cuja utilização é recomendada desde que nasce o primeiro dente. Até aí, deve limpar-se as gengivas com uma compressa esterilizada, humedecida em água morna.

 

A pasta dos dentes

Pastas também há muitas, o que por vezes nos faz perder algum tempo na secção de higiene oral dos supermercados. Portanto, explicamos-lhe quais os principais tipos de pastas, para que, de acordo com as suas características, saiba qual a mais adequada para si em cada momento.

Tem propensão para o desenvolvimento de cáries, os seus dentes estão escurecidos, ou tem sentido alguma sensibilidade dentária? Então, preste atenção às propriedades de cada tipo de pasta dos dentes:

  • Prevenção — o flúor é um componente bastante comum quando nos referimos à saúde oral, uma vez que ajuda a remineralizar o esmalte dos dentes, fortalecendo-os e removendo a placa bacteriana. A concentração de fluoreto deve ser entre 1000 ppm e 1500 ppm para ter uma ação verdadeiramente eficaz. Este tipo de pasta deve ser utilizado por pessoas sem problemas de saúde oral e que apenas precisem de continuar a prevenir o aparecimento de cáries;
  • Sensibilidade — quando o esmalte está desgastado, ficamos com sensibilidade dentária, que consiste na dor ao comer certos alimentos ou bebidas, quentes ou frias. Uma pasta específica para a sensibilidade dentária tapa os poros na dentina e liga os nervos dos dentes;
  • Doenças periodontais — quando a doença ainda é “apenas” uma gengivite, é possível que se consiga tratar com um reforço da higiene oral. Há pastas que, além de flúor, têm antisséticos, ajudando a tratar a infeção das gengivas. Porém, estas pastas não devem ser usadas por mais de 2 semanas. Se os sintomas se mantiverem passado esse tempo, consulte o seu médico dentista;
  • Branqueamento algumas pessoas têm dentes mais brancos que outras, especialmente quando se consome café ou tabaco. É aí que entram em cena as pastas dos dentes branqueadoras. Mas, cuidado! Estas são compostas por substâncias abrasivas que corroem a camada exterior dos dentes. Por isso, não as utilize por períodos muito prolongados.

Por norma, temos o hábito de colocar a pasta em toda a extensão da escova, mas não precisamos de tanta quantidade. A quantidade equivalente a uma ervilha é suficiente para uma escovagem dos dentes eficaz.

Essencialmente por questões ambientais, cada vez mais surgem alternativas como pastas dos dentes à base de óleo de coco e bicarbonato de sódio. Outras, pela promessa dos dentes brancos e saudáveis, como as pastas dos dentes que são feitas à base de carvão, também estão na moda. Mas a verdade é que, neste último caso, há médicos dentistas que confirmam que o carvão ativo permite a remoção de algumas manchas, mas à custa do desgaste dos dentes, o que poderá originar sensibilidade dentária.

 

Quando tiver de escolher a sua próxima escova e pasta dos dentes, tenha os nossos esclarecimentos em atenção, para fazer uma escolha saudável e consciente! Se as dúvidas persistirem, nada como consultar um médico dentista, na sua próxima Consulta de Avaliação.

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